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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Vento e o Beija-flor

Sendo ele o vento, estava sempre a brincar por aí.
Passear, subir, descer entrar nos bosques sobrevoar os lagos.
E assim passava os seus dias fazendo o que queria e se divertindo.
Em uma das brincadeiras o vento conheceu o beija-flor.
Encantou-se por ele e passou a brincar com ele, por muitas vezes quase o fazendo cair.
Após algum tempo o vento percebeu que realmente gostava do beija-flor.
E tentou transmitir isso a ele.
Mas o beija-flor não o entendia.
Afinal quem levaria a serio um vento que fica brincando por aí.
Ventos destes tipos beija-flores não costumam confiar.
E por mais que ele tentasse explicar ao vento que, daquela vez, ele não estava brincando.
O beija-flor não confiava, não, bem pior, ele não entendia.
Tentou mudar seu jeito, passou a andar mais devagar e a não balançar mais as folhas das árvores.
Mas adotando ele essa característica o beija-flor não o via.
Era somente mais um ventinho qualquer.
Ou seja, não era mais ele.
Então havia um dilema: ou ele era o vento ou era um ventinho qualquer.
De qualquer modo o beija-flor não o compreendia.
Claro que o beija-flor gostava de brincar com o vento, mas era só isso.
Então percebendo isso o vento desistiu.
Desistiu de sempre tentar mudar e mesmo assim não ser reconhecido.
Hoje em dia ele continua a 'ventar' por aí em busca de quem o entenda.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A Existência do Vento

Nunca gostei muito do vento.

Motivos?

Nenhum especifico, apenas aquelas desculpinhas bobas, que nós apelidamos de frescuras.

Além de refrescar um dia quente ou anunciar a possível chegada de uma chuva, eu não via sentido em sua existência.
Ok. Eu sei que o vento não precisa parar um pouquinho sua trajetoria e pensar: Ser ou não ser? Eis a questão.

Não sei.

Quer dizer, só sei que eu precisava de um motivo plausível, na minha cabeça, para a existência do vento.
Simplesmente deveria existir um.

Então ontem surgiu uma teoria.

O vento, ao meu ver, é um dos modos que a Terra tem de dizer que está viva. Sabe como se fosse uma de nós que anda no meio da multidão, esbarrando, nos derrubando, completamente viva.

Acho que agora tenho meu motivo suficiente. O vento é um sinal. Um dos meios dela, a Terra, dizer que está viva.

E você... tem algum outro motivo, físico, químico, psíquico ou seja lá qual for, para a existência do vento?